Considero pertinente a discussão sobre a proliferação dos atuais reality shows envolvendo crianças e seus pais, orientados por “superbabás”.

Trata-se de uma atração que, no exterior, vem ganhando atenção dos telespectadores. Somente nos Estados Unidos, cerca de dez milhões de pessoas assistem ao programa Supernanny para adaptar as técnicas de Jo Frost ao cotidiano delas.

O programa funciona da seguinte maneira: a cada semana, a babá tem a missão de ajudar pais desesperados a lidarem com filhos-problema, por meio de muita psicologia infantil, rígida disciplina e a paciência que tem faltado aos pais. Assim, a babá estabelece regras e limites, além de montar roteiro para ser seguido pela família a cada dia. A tentativa é de reverter quadros de extrema falta de comando familiar, tornando filhos que não dormem, não comem, batem nos irmãos ou se recusam a ir para escola em exemplo de condutas e bons costumes, antes que levem seus pais à loucura.

Em tempos em que as famílias precisam se organizar das mais variadas formas para dar conta da demanda profissional sem que isto signifique prejuízo para as crianças, uma profissional qualificada pode ser de grande valia. Uma boa babá pode ser aliada dos pais no dia-a-dia, especialmente se ela não interferir no importante vínculo que as crianças precisam manter com seus pais. A babá deve se colocar como auxiliar nesta difícil função de cuidar e deformar pessoa, sempre em nome dos pais e jamais, com sua eficiência ou experiência, afasta-los dos filhos.

Quando uma criança pequenininha sente-se protegida, amada e valorizada, ela tende a se apegar facilmente e isto é um dos sinais deque esta pessoa lhe faz bem.

A leitura é também uma forma bastante rica do brincar. Os livros, desde os mais simples, trazem um número muito grande de informações à criança, em forma de figuras, cores, texturas, sons, letras, números, formas geométricas e cheiros, enfim, todo tipo de estimulação necessária ao bom desenvolvimento intelectual da criança. Além disso, cada vez mais eles trazem riquíssimas ilustrações que também estimulam a criatividade da criança.

Desde os primeiros meses, é importante colocar livros, de plástico ou tecido, no meio dos brinquedos do bebê, para que comece a se familiarizar com estes.

A entrada da criança na escola vai depender de cada família. O momento adequado para que ela inicie sua escolaridade pode variar, mas de uma maneira geral existem alguns aspectos que precisam ser citados, pois ajudarão os pais a compreender o que se passa na cabeça da criança nesta fase, facilitando o processo de adaptação.

A entrada da criança na escola costuma gerar sentimentos contraditórios por parte dos pais. Apesar de conscientes da escolha feita e orgulhosos por mais uma etapa cumprida, podem sentir-se inseguros e culpados por pensarem estar “abandonando” o filho na escola.

Publicado no boletim do UOL de 5/4/2000: mereceu o “destaque da semana” no site Guia do Bebê

Em tempos de denúncias de maus-tratos às crianças por profissionais que teriam como função zelar pelo seu bem estar e pelo bom desenvolvimento físico e emocional, surge a necessidade de se levantar a questão da capacitação e do treinamento de babás.

É preciso transmitir a estas profissionais, de forma clara e objetiva, a importância de que elas saibam quais sejam as características necessárias para o trato com crianças, e que possam dar-se conta de seu real prazer em realizar este trabalho, para que não o façam apenas como mais uma forma de ganhar a vida.

A situação da mulher que espera um bebê e não pode contar com o parceiro para dividir a tarefa de criar e educar seu filho não parece nada animadora, mas com o apoio emocional da família e uma boa dose de maturidade e coragem, é possível driblar a sensação de medo, insegurança e desamparo nos momentos em que, mesmo fragilizada, a mulher se vê obrigada a assumir este duplo papel:

Joyce McDougall, um dos maiores expoentes da psicanálise mundial, esteve em Belo Horizonte, onde falou para profissionais e concedeu entrevista ao Jornal Estado de Minas. Leia a entrevista.

Autora de cinco livros traduzidos em mais de dez línguas – entre elas o japonês e o hebreu –, Joyce McDougall pode ser considerada um dos maiores expoentes da psicanálise mundial. O reconhecimento de sua contribuição para desvendar os mistérios do universo psíquico ultrapassa fronteiras.

“ Não dá para expressar em palavras o que é ser mãe do coração. É uma alegria imensa, um orgulho… isso tudo eleva a alma e dá entusiasmo, ainda mais para mim, que já estou com mais de 50 anos e tenho até um neto.” As palavras, carregadas de emoção, certamente resumem os sentimentos dos pais que um dia, por algum motivo que pode variar da infertilidade ao amor à primeira vista por uma criança, optam pela adoção.

“O filho do coração” de que falamos é Felipe, um menino que hoje tem 3 anos e meio e uma história de vida que impressiona muitos adultos.

Nos tempos atuais, exige-se muito de tudo e de todos. A sociedade vem se organizando de forma a incentivar cada vez a superação em todos os aspectos e não ficam de fora deste cenário as mães e seus filhos. Das primeiras, é esperado que dêem qualidade e quantidade de seu tempo, que ensinem, que eduquem, que evitem “traumas”, que não falhem, como se os erros que praticamos sem intencionalidade não nos levassem a crescer e amadurecer. Por mecanismo de ajuste, muitas vezes esta mãe é levada a esperar que seu bebê seja o mais esperto, dócil, educado e que não apresente fragilidades ou dificuldades, como se crescer fosse um aprendizado fácil para um iniciante.

Uma pesquisa revela que as crianças brasileiras brincam pouco – e que os pais não ajudam a mudar esse quadro.

As crianças brasileiras não brincam o bastante. Esse é o cenário revelado pelo maior e mais minucioso levantamento já feito no Brasil sobre o hábito de brincar de meninos e meninas de 6 e 12 anos. Encomendada pela multinacional Unilever e conduzida pelo Instituto Ipsos, a pesquisa foi feita em 77 cidades – um universo que representa 31,5 milhões de pais e 24,3 milhões de crianças. O resultado é preocupante porque dedicar pouco tempo aos jogos pode comprometer o desenvolvimento infantil. Brincar é um dos quatro parâmetros usados para medir o bem-estar de uma criança – ao lado da qualidade do sono, da alimentação e da higiene. Como definiu Brian Sutton-Smith, um dos principais educadores dos Estados Unidos: “O contrário de brincadeira não é trabalho. É depressão”.


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