Estimulação para Bebês

 

Foi comprovado que os bebês brincam mais e melhor quando mediados por uma figura de apego confiável e que o nosso formato permite um incremento nos vínculos afetivos, uma maior habilidade social.

Este programa propõe um espaço semanal de brincadeiras entre pais e seus bebês de até 24 meses, divididos em quatro grupos por faixas etárias (1-4m / 4-8m / 8-12m / 12-18m / 18-24m).

Trata-se de uma oportunidade para que os pais conheçam, na prática, o desenvolvimento psicomotor de seus filhos, respeitem seu ritmo individual e propiciem o desenvolvimento de suas potencialidades através de exercícios, materiais e outros recursos para a estimulação cognitiva e psicomotora. Serve também como um espaço de socialização para bebês e pais, que dividem entre si as descobertas, dúvidas e alegrias de cada fase.

Os grupos de estimulação propiciam um espaço para que os bebês passem pelas etapas do desenvolvimento motor e perceptivo de forma adequada (do ponto de vista do desenvolvimento muscular, sensibilidade e cognição), evitando que a criança transpasse etapas importantes para seu futuro. Além disto, desejamos que o bebê desenvolva neste espaço atividades que não tenha a oportunidade de vivenciar no seu dia-a-dia.

Nos últimos dez anos de prática, percebemos a intensificação nos vínculos afetivos do bebê com sua família e o favorecimento da propriocepção, com os limites do corpo mais reconhecidos, as reações de proteção e segurança dos bebês no espaço mais desenvolvidas, maior qualidade de movimentos e consequentemente, maior auto confiança e autoestima.

Na Inglaterra e nos Estados Unidos existem diversas iniciativas privadas que partiram desta proposta de aproveitar os primeiros meses de vida do bebê como o ponto de partida para os estímulos que vão ampliar suas capacidades físicas e sua sociabilidade. Nossa proposta, contudo, vai além e diferencia-se acrescentando o aspecto emocional e o estabelecimento de uma base segura para a exploração do mundo.

Nossas famílias recebem não apenas a dedicação, a criatividade e o talento de nossas terapeutas, mas também o suporte teórico e técnico das nossas coordenadoras, que nutrem nosso espaço com as últimas pesquisas e estudos realizados em Centros clínicos de referência na Europa como o Tavistock Centre, University College of London e Edimburgh University.

Nosso acervo de material e recursos técnicos em Psicomotricidade é único, cuidadosamente elaborado e ampliado e permanentemente higienizado nos moldes exigidos pelas Instituições de Saúde mais sérias de nossa cidade.

 

Esta proposta atende a uma fase pré-escolar, em ambiente protegido, com índices de contaminação que tendem a zero, cuidado como uma extensão da casa do bebê.

O brincar do bebê com seu corpo: ritmo e reconhecimento

A força, originalidade e criatividade da brincadeira simbólica, também chamada de faz-de-conta, ou, ainda, de jogo dramático, provêm de suas raízes que se afirmam e tiram sua seiva do chão-terra. De fato, são as brincadeiras do seu bebê com seu corpo, quando rola, engatinha, tira e põe, vezes sem conta, objetos uns dentro dos outros, numa cadência rítmica, que alterna movimentos opostos, como os de abaixar e levantar, puxar e empurrar, abrir e fechar, esconder e achar, que dão condição à passagem da vida ainda muito próxima dos instintos, alicerçada nos reflexos, ao lento, gradual e batalhado ingresso no universo humano propriamente dito, o simbólico.

Em suma, o brincar do bebê tem uma importância fundamental na construção de sua inteligência e de seu equilíbrio emocional, contribuindo para sua afirmação pessoal e integração social. As estruturas mentais são orgânicas e só se desenvolvem se houver possibilidade de expressão e comunicação com o meio. A partir da atividade reflexa que se manifesta desde o nascimento, vindo totalmente programada pela bagagem genética e sendo ativada de forma automática de fora para dentro, constroem-se os primeiros esquemas de ação, que vêm potencialmente contidos no genoma, estando apenas parcialmente programados, e que já supõem o despertar do bebê como sujeito ativo.

Vida a fora o meio exercerá sua influência, sua atração “falará” à criança através das suas diferentes “linguagens”, convidando-a ou mesmo impedindo-a a agir ou, por outro lado, inibindo-a. a criança, contudo, tomará sempre parte ativa nessa escolha e seleção: do que faz, como faz, por que faz, quando faz e com quem faz. O brincar ensina a escolher, assumir, a participar, a delegar, a postergar.

Aprender a agir, inclusive a brincar, só se dá em contato íntimo e significativo com o outro, que, via de regra, no início da vida é a mãe ou quem a substitua. Não há possibilidade de aprendizagem e consequentemente de humanização fora do convívio social, e, mais do que isso, sem vivenciar e sentir realmente um vínculo afetivo, estável e confiável, que no começo é muito mais sentido do que manifesto.

É a crença no retorno periódico da mãe, que alimenta, protege, aquece, conversa e brinca, que dá forças ao bebê para suportar sua ausência. O caráter ondulatório e cíclico de sua atividade lúdica, com temas opostos, como vimos, expressa simbolicamente que está aprendendo a esperar e a suportar a tensão e a frustração da separação, justamente porque confia em seu retorno.

Essa confiança, misto de esperança e ansiedade, manifesta-se inclusive na postura da criancinha, assim como em sua expressão facial, em seu olhar e em seu sorriso. Consequentemente, quando confia, a brincadeira ganha em movimento, interação, exploração e inovação.

Tal abertura torna-se possível por serem os esquemas lúdicos caracterizados pelo predomínio do prazer, da alegria e do relaxamento sobre a tensão, o desconforto ou o esforço.

Assim, após momentos de maior frustração, o brincar compensa e reequilibra o organismo, chegando mesmo a armazenar bem-estar, se assim podemos dizer, para momentos futuros.

Fonte: Vera Barros de Oliveira/ USP

Depoimentos de pais sobre a estimulação de bebês:

“Acho que o tema estimulação de bebês ainda é desconhecido e as mães tem muita expectativa em relação a ele. Eu descobri que é tudo muito simples e verdadeiro, as criancas tem o seu progresso acompanhado de perto. As professoras ajudam as mães a descobrirem a evolução dos bebês. Gosto bastante das explicações técnicas e também quando a professora demonstra ela mesma as atitudes dos bebês (o que ela consegue ilustrar muito bem). É uma forma também das mães trocarem experiências, fazer amizades, estreitar os laços. A seleção musical é encantadora, me faz voltar à infância e também me ensina outras tantas para cantar para o meu filho. O soninho dele agora é embalado por : “são tantas estrelinhas no céu…”
J. B. F., mãe do P.

Estou enviando este e-mail para agradecer a vocês pelas aulinhas que fiz com minha filha Y (estimulação para bebês). Fizemos somente 3 meses de aula, pois tivemos que mudar para Niterói/RJ, onde infelizmente, não tem Criança em Foco, mas quero que saibam a importância que tiveram no desenvolvimento da minha filha. Atualmente ela está com 1 ano e 5 meses, quando ela fez as aulas, estava com uns 9 meses (se não me engano), e até hoje ela ama brincar em cima da bola, e a musiquinha do “vamos guardar”, faz parte do dia a dia dela. Muito obrigada pela aprendizagem…. confesso que sinto muita falta das aulinhas, pois além da Y aprender muiiiiiittttooooo, eu também aprendi! Beijos em vcs e obrigada! B. K., mãe da Y.

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