Imprensa

 

Quando abordamos a questão da mulher no mercado de trabalho, não podemos deixar de situar o impasse em que ficam as mães: “Com quem ficará meu filho?” Quando a opção feita for deixá-lo aos cuidados de uma babá, outras tantas questões se delineiam neste cenário: Como fazer a escolha desta profissional? Que cuidados tomar? Como as babás vão compreender o mundo desta criança, partindo de referências tão desiguais? Como estabelecer uma relação de confiança e parceria com ela? Finalmente: Como exercer, de forma consciente, esta maternidade dividida?

A psicóloga Fernanda Roche levantou estes e outros pontos importantes na relação entre pais e babás ao longo de anos de convivência com ambos nos cursos do Projeto CRIANÇA EM FOCO, traçou com os pais um roteiro para contratação de forma a fugirem do temido mercado de agências de empregos e com eles levantou dados que são um verdadeiro raio X desta questão.

Tudo começou quando Fernanda, mãe de duas meninas, hoje com 14 e 11 anos, como tantas profissionais liberais em nosso meio, precisou contar com auxílio de babás e pôde perceber que mesmo aquelas que demonstram grande talento no trato com crianças, muitas vezes agem instintivamente diante de situações que, na verdade, exigem técnica.

Este é um fator que causa grande insegurança nos pais, que acabam por demití-las, quando seria menos traumático para todos torná-las capazes. “A criança precisa estar em contato com pessoas preparadas para propiciar o melhor desenvolvimento de suas potencialidades com estímulos adequados, entendimento de suas necessidades e acima de tudo, afetividade.”, acrescenta Fernanda.

Entretando, temos um cuidado fundamental de delinear claramente os limites da atuação da babá na vida das crianças. Nossa causa é a criança e não o mercado de trabalho.

Na época já graduada e pós-graduada pela PUC/RJ, a mentora do projeto não hesitou em submeter seu conteúdo programático para a avaliação de especialistas renomados, das mais diversas áreas da Puericultura. O que resultou numa rica contribuição de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e educadores. “Todos os anos de estudos e a prática com crianças em nossa clínica e em nossas próprias famílias serviram para elaborar o que consideramos um curso completo para estas profissionais, que, afinal de contas, estarão lidando com aqueles que mais amamos, os nossos filhos”.

O Projeto Criança em Foco, criado há 10 anos no Rio de Janeiro pela psicóloga, propõe unir pais, avós, escolas e babás em torno de um saudável desenvolvimento das crianças em seus primeiros seis anos, através de programas e cursos modulares e, após formar mais de 1000 babás no Rio de janeiro, abriu novas unidades em 2002 nas cidades de Niterói (RJ) e em Curitiba hoje já conta com outras 700 famílias atendidas.

O Espaço de Desenvolvimento em Curitiba hoje promove, em um cenário que reproduz um quarto de criança: Cursos de Formação de Babás, Grupos de estudos avançados em Psicologia infantil para Pais, Cursos de Treinamento para Berçaristas / Auxiliares de Escolas, Encontros de Pais (divididos por faixas etárias das crianças), Encontros de Avós, Grupos de Estimulação para bebês, Aulas de Brincadeiras cantadas para bebês, pais e babás, Cursos de Nutrição para crianças, Oficinas de Artes, jogos e inglês para crianças e Palestras nas áreas de Educação e Saúde.

Nossa proposta tem sido, através do incremento dos vínculos afetivos, colocar a criança no centro da atenção da família e dos profissionais envolvidos na dinâmica da casa e da escola; buscar maior entendimento das necessidades da criança, maior comunicação entre os envolvidos nos cuidados diários e na transmissão de valores e proporcionar uma unidade de linguagem com a criança. Trabalhamos com o tripé orientação – prevenção – clínica, sempre ludicamente.

Convidamos as famílias a ingressar em nossa proposta de trabalho, numa tentativa de repensar a infância atual – em meio a tantas mudanças – e até mesmo a colocar em questão, com muito cuidado, a condição de “Pais movidos pelo amor e instinto”. Se nos dispomos a reciclar nossos conhecimentos em nossas vidas profissionais, visando maior eficiência, técnica, atualização, por que não o faríamos por nossos filhos? Por que não nos prepararmos para impasses e emergências? Por que não abrir um pequeno espaço em nosso dia-a-dia em busca de melhores formas de comunicação com as crianças?

Estamos certos de que família e escola precisam caminhar juntas para fazer frente aos novos desafios que as crianças nos trazem. Assim, em nosso espaço, todos os cuidadores, sejam pais, os avós ou as babás são bem vindos para trocas de idéias. Para isto, contamos com uma equipe multidisciplinar composta de Psicólogas, Educadoras Brinquedistas, Educadoras Musicais, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Nutricionista e Enfermeiras.

Atualmente, nossa coordenadora geral cursa o Mestrado em Saúde Mental Infantil especializado em Primeiros Anos de Vida no Tavistock Centre, em Londres e a cada trimestre retorna para palestras e para trazer as novidades que nos ajudam a alcançar ainda mais resultados entre as famílias que atendemos. Estamos, na prática, fazendo um trabalho clínico, preventivo, mas de uma forma tão lúdica e prazerosa que promove o que se entende hoje por Clínica de Bebês.

Fernanda Roche participou no Rio de Janeiro, das gravações do programa “Mãe e Cia” sobre babás que foi ao ar em agosto de 2000 pela GNT; do programa “Fórum de Pais”, intitulado “Quem fica com meu filho?”, que foi ao ar em outubro de 2000 pela TVE ; seu trabalho foi divulgado no Jornal da Família, Globo On, Revista Pais & Filhos, Crescer em Família, Folha de Ipanema, Sistema Globo de Rádio, Caderno de Empregos de O Dia, O Dia On Line, Radar UOL, Guia do Bebê, Bebê 2000, Rádio MEC, Rádio Bandeirantes, Último Segundo (iG), entre outros.

Em Curitiba, teve seu trabalho publicado no caderno Viver Bem, da Gazeta do Povo, em matérias especiais pelo Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das crianças; participou do programa Mara Cornelsen, na Rádio Educativa, sobre “O papel da avó na nova organização familiar”, em julho de 2002 e em fevereiro de 2003 participou de gravação para o programa “Saúde em dia”, de Sônia Baruque, no CNT. Foi convidada a participar de dois programas na RIC, no programa QI na TV, falando sobre “Relacionamentos entre pais e filhos” e “Vínculos afetivos construídos através do brincar”.

O projeto ilustrou matéria de Dia dos Pais na revista Top View em 2003 e novamente na edição especial Top Kids, pelo Dia das Crianças, publicada em outubro de 2004. Em dezembro de 2005 ilustrou a matéria sobre O natal, o lúdico e as tradições, na gazeta do Povo, caderno Viver Bem. Atualmente, a psicóloga presta consultoria à Revista Crescer, da Editora Globo, contribuindo em diversas matérias sobre desenvolvimento e psicologia infantil.

Em maio de 2006, Fernanda Roche foi a única convidada como especialista para falar pessoalmente sobre os cuidados que os pais devem ter ao contratar uma babá no programa Mais Você, com Ana Maria Braga, na TV Globo.

O caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo cita o projeto Criança em Foco como um espaço que oferece atividades inovadoras voltadas para crianças bem pequenas, em especial as atividades iniciadas em Curitiba em 2006 que proporciona a aprendizagem do Yoga para crianças e a Ginástica Natural.

Durante o ano de 2006, diversas reportagens no caderno Viver Bem da Gazeta do Povo (PR) citaram Fernanda como fonte, em especial na excelente matéria sobre fases do desenvolvimento de 0 a 12 anos, escrita pela jornalista Érika Busani, divulgada em dezembro de 2006, causando grande repercussão entre os leitores.

Banco de Releases

A psicóloga Fernanda Roche, formada pela PUC, vem fazendo um trabalho importante de formação de babás, trabalho este que tem tido grande colaboração de profissionais renomados no ramo da Puericultura, além da boa repercussão na mídia.

Fernanda iniciou o curso em março deste ano e já tem cadastradas cerca de 900 ligações desde que começou a divulgá-lo. Até agora aperfeiçoou mais de 200 babás em seus cursos modulares, em Ipanema e na Barra, e reuniu ao longo destes três meses, dados que são um verdadeiro “raio X” da babá.

A reportagem de O Globo entitulada “Babá flagrada espancando uma criança” foi o terceiro caso grave envolvendo babás noticiado nos útimos 4 meses. Ao ler a reportagem, a psicóloga encaminhou imediatamente às principais editorias e imprensa especializada, um comentário sobre o caso e alguns

artigos. A iniciativa foi válida, pois a grande preocupação foi preservar a integridade daquelas profissionais que estão aptas a exercerem as suas funções, conscientizadas de seu papel e de sua importância junto da família.

“A minha maior preocupação, desde o início, tem sido esclarecer que o curso não se propõe a traçar o perfil psicológico das alunas, mas transmitir informações corretas e uma maior consciência profissional. As famílias devem fazer uma avaliação mais cuidadosa das candidatas”, afirma a psicóloga.

Durante as entrevistas, Fernanda sempre aponta estes cuidados, com a intenção de tranqüilizar muitas famílias que contam com o apoio destas profissionais. Fez questão de frisar que a própria criança precisa receber muita atenção: “… é ela quem dá os sinais de que algo possa estar errado. E muitas vezes, estes “sinais” passam despercebidos. É preciso “ler” as mudanças de comportamento das crianças”.

Ao final de cada turma, as famílias enviam depoimentos espontâneos, que ilustram claramente a importância de um programa de capacitação para a melhoria não apenas da qualidade técnica, mas, especificamente neste caso, do relacionamento humano:

“Eu indicaria este curso porque foi elogiado pela própria babá que dele participou, dizendo ter aprendido muitas coisas, mostrando-se mais interessada nas tarefas…” (D.S. – mãe)

“… sala de aula parecida com um quarto de bebê, etc… não somente as coisas gerais, mas principalmente pelos detalhes é que observamos o capricho com que fazemos as coisas.” (P.A.G – mãe)

“… durante o curso a babá se tornou mais cuidadosa e bem mais qualificada no trato com o bebê. Acho que o curso não deveria ser ministrado como exceção, mas como regra, ou seja, toda babá deveria ter acesso… ” (D.S.C – mãe)

“Eu indicaria este curso porque, além de treinar a babá, ele amplia o horizonte de pensamento delas e reforça a responsabilidade e importância do papel que elas desempenham.” (D.N.M.S. – mãe)

“Minha babá já tinha experiência, mas depois do curso ela ficou muito mais segura para trabalhar com as crianças. Não tenho nenhuma sugestão, só gostaria de parabenizar por este trabalho tão bem feito!” ( I.A.S. – mãe)

“Achei de grande valia, pois foram passadas informações importantes e seguras quanto aos cuidados com a criança” (C.N.M.M.C. – mãe)

“… Achei válido o assunto sobre religião, não influenciar o bebê e os patrões (cada um tem a sua). Quanto a higiene ela melhorou muito e me ensinou algumas coisas também.” (M.T.M.B. – mãe)

“… são abordados assuntos diversos que nem sempre, em casa, temos tempo ou disponibilidade de conversarmos. Pontos que às vezes nós mesmas esquecemos de abordar.” (L.M.D.F. – mãe)

Tina Andrade

Curso de Babá forma profissionais para cuidar de crianças de zero a seis anos

Ministrado pelo espaço Criança em Foco, curso valoriza o papel das babás

Se qualquer atividade profissional exige qualificação, imagine aquelas que envolvem a responsabilidade de cuidar de crianças, como é o caso da função de babá. Afinal, cuidar de crianças e educá-las – e essas duas ações são indissociáveis – são tarefas desafiadoras até mesmo para os pais. Para as babás, que desenvolvem com as crianças relações totalmente diversas daquelas que essas têm com os pais, os desafios são ainda maiores, especialmente porque a maioria não teve oportunidade de estudar ou abandonou os estudos para trabalhar.

Ciente dessa realidade e das consequências da falta de preparo das babás no desenvolvimento das crianças, a psicóloga Fernanda Roche, mestre em Saúde Mental Infantil, criou há 12 anos o primeiro Curso de Formação para Babás do Brasil. Inicialmente ministrado no Rio de Janeiro, desde 2002 o curso é oferecido em Curitiba pelo espaço Criança em Foco, dedicado ao desenvolvimento infantil. Ao lado do curso de estimulação de bebês, o curso para babás é um dos principais projetos do Criança em Foco e já formou mais de quatro mil babás.

O curso tem carga horária de 26 horas, com duração de dez semanas e frequência semanal. Fazem parte do currículo questões práticas da rotina das crianças – como as relacionadas ao sono, alimentação, higiene e lazer –, assim como conteúdo teórico sobre as especificidades de cada faixa etária. Resultado de sua dissertação de Mestrado, defendida no ano passado no Tavistock Centre, em Londres, o programa “Conhecendo seu Bebê” serve de base para a estruturação do curso de babás e para os demais projetos do Criança em Foco. Especializado em desenvolvimento infantil, o Tavistock forma psicoterapeutas infantis em parceria com a UEL (East London University).

Fernanda lembra que cada etapa do desenvolvimento infantil tem características, necessidades e desafios próprios. Além de respeitar a individualidade de cada criança, é preciso que as babás – e também os pais – estejam atentos para não tentar acelerar o ritmo das crianças. “Querer tirar a fralda cedo demais, por exemplo”, diz Fernanda. Por isso, durante o curso as babás aprendem sobre os principais eventos de cada fase da vida das crianças, desde a gestação até os seis anos.

“Quando fiz o curso da primeira vez, estava focada na Kiara, que tinha acabado de nascer, então eu me concentrei mais em recém- nascido”, conta Ângela Domingos da Silva, 30 anos, babá de Kiara (6), Kriscie (4) e Kássia, que nascerá no mês que vem. Recentemente, ela voltou a fazer o curso, desta vez com o objetivo de entender melhor a fase dos seis anos, na qual Kiara se encontra. “Tudo tem hora certa na vida de uma criança. O curso nos ajuda a compreender melhor as fases. Se a gente não respeitar as etapas, isso vai influenciar psicologicamente a criança até a vida adulta”, reconhece Ângela.

A mãe das três meninas, a empresária Karina Mulik Vilarinho (32), conta que Ângela “evoluiu na profissão, adquiriu conhecimento e deixou de acreditar naqueles mitos que as nossas mães e avós acreditavam”. Foi ela quem sugeriu que a babá fizesse o curso, tanto da primeira quanto da segunda vez. “Temos que valorizar a profissão delas, reconhecer a importância dessas pessoas que cuidam dos nossos filhos”, defende Karina, para quem o investimento vale a pena.

“O maior ganho é a saúde mental das crianças. Hoje, a Ângela entende que não pode subestimar as meninas, que elas entendem tudo o que se fala ao redor delas e que não adianta tentar enganá-las. É preciso dizer a verdade, por exemplo, se a mãe vai trabalhar e vai ficar fora o dia todo. Não adianta dizer que a mãe já volta se vai demorar oito horas”, exemplifica Karina.

O curso de babás ajudou-a a resolver outra situação delicada: melhorar o vocabulário da babá. “Eu ficava constrangida para chamar a atenção quando ela falava alguma palavra pesada, inadequada para crianças. No curso ela aprendeu isso de uma forma não ofensiva”, destaca Karina, que também freqüentou o curso Conhecendo Seu Bebê de zero a seis anos do Criança em Foco. Para ela, o fato de a babá fazer curso no mesmo espaço faz com que ambas sigam a mesma linha de conduta com as crianças.

Outra adepta do curso de babás é a atriz de teatro Nina Ribas, 33 anos, mãe de Maria Luiza, um ano e cinco meses, e de Leonardo (16). “Os cuidados com recém-nascidos evoluíram muito desde que tive meu primeiro filho. No corre-corre do dia a dia fica difícil passar todas as instruções para a babá. É bom ter uma parceira tão boa e preparada quanto você para ajudar a cuidar das crianças”, avalia Nina. Ela se refere à babá Serly Maria Alves (47), que acompanha a bebê Maria Luiza desde a gestação.

Nina acha importante que a babá incentive Maria Luiza com brincadeiras que estimulem a visão, a fala e a coordenação motora, de acordo com a idade. “Com três meses, ela colocava minha filha para assistir a vídeos apropriados para a idade”, lembra. A babá também é uma importante aliada na prevenção de acidentes domésticos. “Muita gente perde o filho porque a visita deixou um remédio forte ao alcance da criança, porque o tampo do vaso sanitário ficou destampado, que pode levar a afogamento, ou porque deixou balde cheio d’água no meio do caminho”, observa. A babá é mais uma pessoa alerta para os possíveis riscos e, durante o curso, aprende Primeiros Socorros.

Tudo o que Serly aprende no curso de babás ela aplica nos cuidados com Maria Luiza e também com a neta Sofia, que vai completar um ano no mês que vem. “Conseguir fazer com que a criança obedeça, saber dizer não, ensinar o que criança não pode fazer porque é perigoso, tudo na base da brincadeira, com calma”, aponta Serly, quando questionada sobre o maior desafio de uma babá. Atualmente, ela ajuda Maria Luiza a dar os primeiros passos. “É muito emocionante”, conta.

SERVIÇO: Curso de Babás

Programa de Estimulação para Bebês incentiva desenvolvimento infantil de zero a dois anos

Mães e pais são orientados por terapeutas ocupacionais do Criança em Foco

Quando Fernanda nasceu, há sete meses, a arquiteta Jusiane Gans (38) diminuiu o ritmo na profissão e passou a trabalhar em casa, tudo para estar perto da pequena. Mesmo com tempo disponível e atenta aos cuidados que uma recém-nascida requer, ela sentiu que faltava algo para melhorar sua interação com a filha. “Sou mãe de primeira viagem, não sabia exatamente o que fazer com meu bebê. Dava comida direitinho, limpava direitinho, mas não sabia qual a melhor forma de interagir com ela”, lembra. Essa dificuldade de Jusiane, comum a tantas mães de primeira viagem, hoje não passa de uma lembrança. Quando Fernanda completou quatro meses, as duas ingressaram no Programa de Estimulação para Bebês do espaço de desenvolvimento infantil Criança em Foco

Desde então, a cada semana Jusiane tem uma vivência especial com Fernanda no espaço infantil, onde as duas também encontram outros bebês da mesma idade e seus pais. Focado no desenvolvimento integral de bebês de zero a dois anos, o programa de Estimulação para Bebês é semanal e tem duração de 50 minutos. Com a orientação de terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas especializadas em neuropediatria, mães como Jusiane participam de atividades planejadas para estimular seus bebês conforme a fase que eles vivem. “Agora, quando estou sozinha em casa com Fernanda, tenho algo a mais para oferecer a ela. Graças à orientação profissional que recebo”, reconhece a arquiteta, que fez um curso sobre o desenvolvimento do apego entre pais e filhos no espaço Criança em Foco quando era gestante.

“O que acho mais interessante é que, no ambiente do programa, Fernanda não é o mesmo bebê que em casa. Ela passa a ter outra postura, presta atenção, fica concentrada e interage com os outros bebês”, conta Jusiane. Munida de informações sobre a faixa de idade de Fernanda, hoje ela se sente mais preparada para estimular o desenvolvimento da filha. “Aprendi a forma correta de colocá-la de barriga para baixo para estimular o fortalecimento muscular e incentivá-la a rolar”. As brincadeiras na bola de fitness, sentadinha ou de barriga, são as preferidas da filha na estimulação. “Ela ama”, diz Jusiane, satisfeita.

“Sob o olhar dos pais, que tem oportunidade de observar as reações dos filhos, os bebês se sentem mais seguros para explorar os espaços, brincar e interagir com as outras crianças”, defende a psicóloga Fernanda Roche, mestre em Saúde Mental Infantil e coordenadora do Criança em Foco. Ela explica que as atividades de estimulação são planejadas para trabalhar a atenção e a concentração dos bebês em cada fase. As turmas tem no máximo seis bebês, que podem ter até dois acompanhantes, geralmente a mãe, em alguns casos também o pai. O respeito a cada criança e sua respectiva fase de desenvolvimento norteia todas as atividades e também a organização das equipes por idade: 1 a 4 meses; 4 a 8 meses; 8 meses a 1 ano; 1 ano a 1 ano e meio; 1 ano e meio a 2 anos.

“Os avanços são semanais e individuais, com o cuidado de não acelerar as etapas, respeitando o ritmo de cada um”, salienta a psicóloga, que recebe os pais dos bebês para esclarecer possíveis dúvidas de tempos em tempos. O programa Conhecendo o seu Bebê, resultado de seu mestrado no Tavistock Centre, em Londres, é a base do programa de estimulação e também das demais atividades do Criança em Foco. Desmitificando a idéia de que estimular o bebê é sinônimo de torná-lo mais ativo, Fernanda esclarece que “mesmo para os bebês agitados a estimulação traz benefícios”. Como o olhar dos profissionais sobre a criança é individual, nesses casos serão propostas terapias para tranquilizar os bebês e estimular a concentração deles.

Em última análise, o programa de estimulação propicia um ambiente favorável e o suporte de profissionais competentes para que os pais reconheçam os próprios filhos. “Hoje em dia existem muitos brinquedos e, muitas vezes, os pais não sabem como e quando usá-los. Resgatamos a importância do olhar, do contato físico, de criar um relacionamento harmonioso com a criança”, resume Fernanda.

“Como mãe de gêmeos, é importante essa interação individual com cada um deles”, considera a professora do curso de engenharia civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Laila Valduga Artigas (33), mãe de Miguel (2) e Estevão (2). Ela faz questão de ter horários exclusivos para cada um deles. Gêmeos univitelinos, os bebês dividem a atenção da mãe a maior parte do tempo. Durante o programa de estimulação, contudo, cada um deles “tem a mãe só para si”. Laila observa que, embora recebam a mesma educação, cada um dos gêmeos tem sua forma de reagir e interagir com as outras crianças. Pelo fato de terem nascido prematuros – com sete meses de gestação, a professora esperava que os meninos tivessem um certo atraso no desenvolvimento em relação às crianças da mesma idade – o que seria perfeitamente normal. Em parte por frequentarem o curso desde os sete meses, “nem Miguel nem Estevão tiveram atraso, apesar da prematuridade”, comemora a mãe.

Professora de dança e coreógrafa, Andréa Soares Vieira (40) valoriza o estímulo ao desenvolvimento psico-motor em cada fase da infância. “Por ser da área e saber da importância desse tipo de incentivo – e ainda por conhecer o trabalho do Criança em Foco – , faço o programa com a Caterina”, conta Andréa. Ela se refere à filha caçula, de um ano e oito meses, com quem frequenta o programa de Estimulação para Bebês. Mãe de Valentina (4), a professora de dança já teve a chance de perceber na filha mais velha as vantagens da estimulação de bebês do Criança em Foco. “Valentina não fez nada nem antes nem depois da idade esperada. Fez tudo com muita firmeza: sentou com segurança e força muscular, andou com equilíbrio”, orgulha-se Andréa.

A pequena Caterina segue os passos da irmã. Aprendeu a sentar para comer com os amiguinhos do curso e a guardar os brinquedos enquanto canta a música tema desta atividade. No programa, cada ação que se faz com as crianças é embalada por uma cantiga diferente. “Em casa, tentamos ensiná-la a tomar suco no canudo. Quando ela viu os amigos fazendo isso, aprendeu na mesma hora, por imitação”, conta a mãe. “E o melhor é que o programa nos dá ferramentas para continuar esse trabalho em casa”, acrescenta.

SERVIÇO: Programa de Estimulação para Bebês

 

Login